Urnas eletrônicas poderão não ser usadas nas eleições de 2016 (Agência Brasil)
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Urnas eletrônicas poderão não ser usadas nas eleições de 2016 (Agência Brasil)
Urnas eletrônicas poderão não ser usadas nas eleições de 2016 (Agência Brasil)
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As eleições para prefeitos e vereadores do próximo ano deverão ocorrer manualmente – ou seja – com as antigas cédulas de papel. O motivo é a falta de dinheiro provocada pela crise econômica pela qual o país atravessa.

A informação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (30), em portaria da Justiça Eleitoral motivada pelo contingenciamento de recursos da União.

Caso realmente as eleições municipais sejam realizadas manualmente, será a primeira vez que isso acontece desde a implantação do voto eletrônico para todo o eleitorado brasileiro, em 2000. “O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”, diz a portaria.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que mais de R$ 428 milhões deixarão de ser repassados para a Justiça Eleitoral, “o que prejudica a compra e manutenção de equipamentos necessários para as eleições de 2016”. “O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00”, acrescentou nota divulgada pelo órgão.

A portaria é assinada pelos presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), TSE (Tribunal Superior Eleitoral), STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho), STM (Superior Tribunal Militar), TJDF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) e seus respectivos conselhos. As urnas eletrônicas foram implantadas parcialmente nas eleições de 1996, mas somente a partir de 2000 é que todo o eleitorado nacional passou a digitar seus votos, em vez de anotá-los em cédulas. De acordo com a portaria, os órgãos do Poder Judiciário da União sofreram contingenciamento de R$ 1,74 bilhão.