Professores marcaram presença na sessão para demonstrar "indignação"
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Professores marcaram presença na sessão para demonstrar "indignação"
Professores marcaram presença na sessão para demonstrar “indignação”
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O prefeito José Natalino Paganini (PSDB) manteve a proposta de reajuste de 6,28% ao funcionalismo municipal.

O Projeto de Lei que versa sobre o tema deu entrada na pauta da Câmara Municipal na sessão desta terça-feira (10), depois que a paralisação foi suspensa, na segunda. Além do reajuste, o Executivo também manteve a alta de 10% no ticket-alimentação e nos abonos de assiduidade e de Natal.

A sessão foi marcada pela presença massiva de servidores públicos municipais – especialmente professoras. Foram diversos momentos de protestos, com palavras de ordem e exibição de cartazes e de panfletos com promessas de campanha do atual grupo governista.

Os vereadores Maurício Cassimiro de Lima (PSDB), líder do prefeito na Casa, e Rafael Donizete Lopes (PROS), da bancada da oposição, chegaram a discutir entre si. Viaturas da GCM (Guarda Civil Municipal) e da PM (Polícia Militar) permaneceram estacionadas em frente à Câmara. No plenário, foi notada a presença de homens apontados como seguranças particulares. Por conta da manifestação dos servidores, a sessão chegou a ser suspensa pelo presidente Carlos Alberto Sartori (PSDB).

Vereadores Maurício e Rafael entraram em discussão
Vereadores Maurício e Rafael entraram em discussão

O Projeto tem 15 dias para ser votado. O envio do texto ao Legislativo não agradou a categoria, já que manteve a mesma proposta negada pelos servidores, que motivou a deflagração da greve. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Cristina Helena da Silva Gomes, disse que o risco de nova paralisação “é grande”.

Segundo ela, após a suspensão da greve, nova rodada de negociações foi aberta na manhã desta terça. Contudo – informou a sindicalista – o encontro não teve a presença do prefeito.  “O risco (de nova paralisação) não é pequeno não. Têm grandes chances de parar de novo, mesmo com a aprovação do Projeto. A categoria é contra o Projeto (enviado ao Legislativo). Por enquanto a greve continua suspensa”, disse.

O Sindicato luta por aumento real, que se concedido elevaria o percentual para a casa dos 10%, pelo menos. Além disso, a categoria pleiteia aumento de R$ 100,00 no ticket-alimentação, que passaria de R$ 250,00 para R$ 350,00.

CRÍTICAS

Cristina informou ainda que nova assembléia será agendada para definir os próximos “encaminhamentos” do movimento. Ela falou que muitos servidores estão sofrendo “pressão” e criticou o que chama de “imprensa marrom”, o que teria servido para “fragilizar” os trabalhadores, especialmente as mulheres, que são maioria na adesão à greve.

A sindicalista também teceu duras críticas ao Legislativo itapirense., afirmando que “não espera nada” dos vereadores. “Durante o período de greve ninguém teve a coragem de procurar a entidade ou um trabalhador, ou ajudar a resolver o impasse, o que seria uma atitude louvável”, enfatizou, classificando o Poder Legislativo como “omisso”. “Viemos (à Câmara) somente para mostrar nossa indignação diante da omissão deles em um momento crucial”.

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