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Instalações deverão ser recuperadas por empresa concessionária
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A Prefeitura de Itapira abriu processo licitatório para terceirizar a gestão do Hotel Fazenda Esperança, fechado desde 2010 e que acumula um prejuízo de mais de R$ 5 milhões, segundo a administração. O edital foi publicado no último dia 10 convocando interessados na concessão e exploração do espaço localizado às margens da Rodovia SP-352 (Itapira-Jacutinga/MG), próximo ao trevo de acesso ao Distrito de Eleutério.

Segundo a Prefeitura, a empresa vencedora da concorrência também deverá pagar um aluguel mínimo de R$ 20 mil ao mês para explorar o Hotel Fazenda. Um cronograma de investimentos proposto pela administração municipal também é previsto, com valor na ordem de R$ 1,3 milhão, para a recuperação do espaço.

O contrato terá vigência até 1º de setembro de 2027, e a abertura das propostas está marcada para o dia 19 de maio, às 09h00. A empresa que apresentar a maior oferta será a vencedora do certame. O Hotel está abrigado em uma área de 6,21 alqueires e concentra área administrativa, recepção, salão de eventos, academia, cozinha, restaurante, casa sede com quatro apartamentos, duas alas que juntas somam 30 apartamentos, churrasqueira, duas piscinas, quadra, campo, playground e outras dependências.

“Foi a maneira encontrada para reformar o hotel e reativá-lo sem a necessidade de mais investimentos públicos”, comenta o secretário municipal de Negócios Jurídicos e Cidadania, José Augusto Francisco Urbini. “A iniciativa privada tem maior facilidade de investir em um empreendimento desta natureza. Esperamos, com esta terceirização, amortizar os investimentos públicos com a reforma e manutenção do imóvel e o pagamento de aluguel aos proprietários (das terras onde se encontra o imóvel)”, complementou.

O Hotel Fazenda Esperança foi criado em 2001, na gestão do então prefeito José Antônio Barros Munhoz (PSDB) – atual deputado estadual. O objetivo era atrair receita com atrativos turísticos. O fechamento ocorreu durante a administração de Antônio Hélio Nicolai (PV), o Toninho Bellini, depois que vereadores do atual grupo situacionista – então opositores ao governo municipal – rejeitarem um projeto de subvenção econômica ao local.

Antes exuberante, Hotel Fazenda agora está entregue ao abandono
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Quando o atual grupo político assumiu o comando da cidade, em 2013, um levantamento apontou um prejuízo na casa dos R$ 5,2 milhões. Com diversas ações judiciais, o assunto se tornou uma pedra no sapato dos administradores da cidade, além de servir como munição nos palanques do atual grupo governista durante as eleições de 2012. No ano passado, a Prefeitura entrou com ação na Justiça para cobrar ressarcimento, aos cofres públicos, dos supostos prejuízos causados pela administração de Bellini.

Por outro lado, os oposicionistas a Barros Munhoz classificam o Hotel como um “elefante branco”, com a alegação de que os custos com a manutenção do local sempre ultrapassaram a receita obtida.