Área de antigas empresas no Cubatão deverá ser, enfim, demolida (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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A Prefeitura de Itapira está tentando acelerar o processo para início da demolição das estruturas abandonadas das antigas empresas Aergi e Alcici, na região do bairro do Cubatão.

Uma decisão judicial expedida na última semana determinou que “todo o complexo industrial edificado” no local seja demolido.

A área vem servindo de abrigo para usuários de drogas e esconderijo para indivíduos suspeitos e até mesmo criminosos.

O vice-prefeito Mário da Fonseca (PSD) disse à reportagem do Itapira News que uma reunião com o chamado “possuidor provisório” da área deve ocorrer nos próximos dias.

“Fizemos contato com ele e pedimos uma agenda em Itapira. Estamos aguardando a confirmação da data. Queremos que essa demolição aconteça o mais breve possível”, disse.

A decisão determina que a demolição deve acontecer dentro de 30 dias e que depois disso a área deve ser cercada. Em caso de descumprimento, a pena de multa diária é de R$ 1 mil, limitada ao teto máximo de R$ 100 mil.

A decisão em caráter liminar foi assinada na quarta-feira (9) pela juíza Vanessa Aparecida Bueno em resposta a uma ação judicial movida pela Prefeitura de Itapira, por meio da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos.

Caso o responsável pela área não proceda com a demolição, ele poderá autorizar a Prefeitura a fazero serviço, que deverá ser cobrado do mesmo posteriormente. Embora caiba recurso da decisão, a expectativa da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos é de que isso não ocorra.

“Até pelo fato de que o possuidor provisório se mostrou favorável também à demolição, mas tinha uma incerteza com relação à legitimidade para execução desse serviço, mas agora com a decisão judicial temos a certeza de que isso pode acontecer”, detalhou Fonseca.

Na decisão, a magistrada reconhece que há riscos em razão de “os imóveis estarem abandonados e servindo de abrigo para moradores de rua e para criminosos, levando insegurança a toda a vizinhança, sendo utilizado também como local de consumo de drogas e para prostituição, havendo perigo iminente de desabamento da estrutura e ou de incêndios”.

Para Fonseca, a área hoje representa um grave problema social e de segurança pública na cidade. “Queremos a demolição para evitar que essa situação continue se agravando, pois oferece riscos não só aos moradores próximos, mas à cidade toda. É um local que pode se transformar em uma cracolândia”.

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