Incêndio consumiu toneladas de papéis e plásticos armazenados em antiga empresa
publicidade
Incêndio consumiu toneladas de papéis e plásticos armazenados em antiga empresa
Incêndio consumiu toneladas de papéis e plásticos armazenados em antiga empresa

O incêndio de grandes proporções que atingiu as dependências de um imóvel industrial abandonado no Cubatão resultou em críticas à Prefeitura. No último sábado (9), pilhas de papéis e plásticos foram incendiadas – ainda não se sabe a origem do incêndio – e a operação de combate às chamas e rescaldo demorou mais de dez horas.

O local que hoje está completamente depredado e que é alvo de constantes invasões já abrigou parques fabris de diversas empresas papeleiras – como Alcici, Icicla, Aergi e, mais recentemente, a Mello Papéis. O incêndio gerou grande repercussão das redes sociais e trouxe à tona diversas reclamações contra a Prefeitura.

Ao afirmar que a administração seria “omissa” em permitir que o local permaneça aberto e sem qualquer tipo de segurança que impeça o livre acesso de pessoas suspeitas, muitos internautas classificaram o sinistro como uma “tragédia anunciada”. Os vizinhos afirmam que a movimentação de usuários de drogas é intensa nas dependências do antigo complexo industrial, que inclusive já foi totalmente delapidado.

Diante das críticas, a reportagem questionou a Prefeitura, que negou qualquer responsabilidade com relação ao imóvel. “A Prefeitura informa que não possui qualquer responsabilidade sobre o imóvel, que pertence a uma massa falida”, destacou nota emitida pela assessoria de imprensa da administração. “Todo o material que lá se encontrava estava bloqueado judicialmente e a única autorização que a Prefeitura tinha era de fazer limpeza para evitar a dengue, o que ocorria com frequência. As outras ações relacionadas ao galpão eram de responsabilidade de um administrador judicial da massa. Reiteramos que a Prefeitura nada podia fazer, uma vez que o prédio não é do município”, continuou o texto.  Ainda de acordo com a nota, “a única ação que pode caber à Prefeitura agora é pedir uma autorização para retirar o lixo que ficou no local”, mas ainda não há definição sobe isso. Informada do ocorrido e questionada sobre possíveis responsabilidades, a KPMG no Brasil – administradora da massa falida da Aergi – disse que “não é a fiel depositária da área” e que, por isso, “no momento, não irá comentar o ocorrido”.

Print Friendly, PDF & Email

Publicidade - Anuncie aqui