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Avenida Brasil é uma das vias que terá fiscalização eletrônica
Avenida Brasil é uma das vias que terá fiscalização eletrônica
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O Departamento de Trânsito vai usar radares para tentar coibir o excesso de velocidade nas ruas e avenidas de Itapira. A intenção foi confirmada pelo diretor da pasta, Clayton Ribeiro, na tarde de sexta-feira. A discussão sobre possibilidade de intensificar a fiscalização com o uso dos equipamentos eletrônicos ganhou força após diversos acidentes violentos em plena área urbana – principalmente a colisão entre duas motocicletas no início do mês, na Avenida Brasil, que causou a morte de dois jovens.

Apesar da decisão de voltar a adotar a fiscalização eletrônica no município, ainda não há previsão para que a os radares entrem em operação. O diretor de trânsito não mensurou um prazo, já que, de acordo com ele, tudo ainda depende de procedimentos licitatórios para locação ou aquisição dos equipamentos. “Será em um futuro breve. A intenção é colocar (os radares) em operação o mais rápido possível, pois nada mais coíbe a imprudência, o excesso de velocidade”, considerou Ribeiro.

Também ainda não está definido se os radares serão móveis ou fixos – os chamados ‘pardais’. Ribeiro defende sua preferência pelos equipamentos móveis, justamente pela mobilidade e praticidade que o modelo oferece. “Isso será decidido pela administração, pois tudo é baseado em custo. Eu, particularmente e como diretor de trânsito, prefiro os radares móveis, pois posso utilizá-los em diversos pontos de cada via, em diferentes períodos”, explicou. “Outra vantagem é que, no caso dos radares fixos, os condutores se acostumam com o ponto em que estão instalados e reduzem a velocidade somente ao passar por eles”.

De acordo com Ribeiro, a Avenida Brasil possui pelo menos três trechos críticos em que os condutores de veículos automotores empreendem maior velocidade: entre o início da via, ao término da rua Comendador João Cintra e o entroncamento com a rua Silvio Galizoni; desde ponto até a Curva do Coqueiro, e daí até a antiga Cerâmica Riboldi. Ao todo, a Avenida Brasil possui dez lombadas, sendo quatro delas nos trechos citados. Porém, para o diretor do Departamento de Trânsito, os dispositivos não são suficientes para inibir o excesso de velocidade e, consequentemente, a imprudência de alguns condutores. “Sou contra o uso de lombadas como redutoras de velocidade, pois não reduzem mesmo. Principalmente de motociclistas”, enfatizou.

Também nos Prados, Avenida Mário Covas registra muitos acidentes
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Caso sua proposta de radares móveis seja acolhida, Ribeiro informou que um cronograma será divulgado diariamente, contendo os locais em que os radares estarão em operação. Da mesma forma, para atender a exigências legais, as vias em que os equipamentos atuarão serão identificadas com placas de fiscalização eletrônica de velocidade, além, obviamente, da sinalização com a velocidade máxima permitida. “Tenho conversado com o prefeito (José Natalino Paganini, PSDB) e ele também está extremamente preocupado com a questão. E em algumas vias da cidade não tem outro jeito, a não ser usar radares”.

De acordo com o diretor de trânsito, além da Avenida Brasil, outras vias estão no alvo da fiscalização com radares: Rua Ari Wilson Cremasco e avenidas Comendador Virgolino de Oliveira, Getúlio Vargas, Castro Alves, Governador Mário Covas e Italianos, entre outras. No caso da adoção de equipamentos móveis, a expectativa é de que pelo menos quatro deles sejam utilizados nas operações de fiscalização. Por lei, o valor arrecadado com as multas deve ser empregado em ações voltadas à própria área de trânsito.

Segundo Ribeiro, a administração não teme que a adoção de radares possa causar prejuízos políticos. “Hoje, pelas informações que temos, a própria população já pede isso, é a favor dos radares. É um problema que não existe somente em Itapira, e estamos chegando a níveis críticos”, atestou.