Os homens ainda costumam ser maioria tanto dentro das corporações de seguranca pública quando nos órgãos de resgate, que prestam socorro emergencial e também atuam em buscas e salvamentos.

Mas, aos poucos, essa realidade tem sido mais equilibrada com o ingresso de mulheres tão vocacionadas quanto apaixonadas pela difícil tarefa de trabalhar em prol da garantia da vida alheia.

Veja a série especial do Itapira News com matérias sobre o Dia da Mulher

Um desses exemplos é o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), cuja equipe que atua na base de Itapira reúne 30 funcionários fixos, dos quais apenas cinco são mulheres.

São três enfermeiras, uma técnica de enfermagem e uma auxiliar de limpeza. E entre as enfermeiras está Renata Prudêncio dos Santos, de 32 anos, que há quase 10 anos atua no órgão.

Renata Prudêncio: atuação cotidiana em prol da vida (Paulo Bellini/ItapiraNews)

Mesmo com tanto tempo de atuação na cidade, ela conta que ainda sente, de vez em quando, algum preconceito durante atendimentos a ocorrências. Invariavelmente, nessas situações, a capacidade profissional é colocada em xeque diante da questão de gênero.

“Essa semana mesmo aconteceu, teve uma ocorrência durante o plantão noturno e quando cheguei lá a pessoa se espantou por ter ido só eu e ainda mais por ser uma mulher. Ela achou que eu não teria força física para executar a tarefa, mas deu tudo certo”, conta.

Entretanto, ela diz compreender que ainda existam questões estruturas ligadas a estereótipos de que mulheres não têm força para atender, levantar macas ou segurar pacientes em caso de necessidade.

“Mas, felizmente, nós sempre superamos isso. Há muito treinamento envolvido e a maior parcela da população é sempre muito carinhosa com a gente. Respeitam muito nosso trabalho e reconhecem nossa competência”, conclui.

Publicidade - Anuncie aqui