Goiano foi morto aos 67 anos em dezembro do ano passado em Itapira (Paulo Bellini/ItapiraNews/Arquivo)
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Um homem acusado do assassinato do comerciante Sebastisão Santos, morto aos 67 anos no final do ano passado em Itapira, foi preso na noite deste domingo (8).

A vítima, conhecida popularmente como ‘Goiano’, foi executada com diversos tiros durante um assalto em sua chácara, onde criava porcos, na noite do dia 21 de dezembro de 2021.

O acusado, que tem 23 anos de idade, já tinha contra si um mandado de prisão temporária dentro da investigação do caso e foi preso quando passeava tranquilamente pela Festa de Maio.

Sua presença foi notada nas proximidades do parque de diversões por uma equipe da GCM (Guarda Civil Municipal) composta pelos guardas Paulo Borges, Claudinei, Cássio e Carpi.

Os guardas passaram a observar o indivíduo enquanto checavam se o mandado ainda estava em aberto. Com a confirmação, foi solicitado apoio de outras equipes compostas pelos guardas Palandi, Sabadini, Da Silva, Rodrigo, Fernandes e Brolezzi, além de policiais militares.

O receio era de que ele tentasse algum tipo de fuga ou esboçasse reação ao ser abordado, por isso o efetivo foi mobilizado. Entretando, ao receber voz de prisão, ele apenas demonstrou suposta surpresa.

No fim do ano, investigadores fizeram reprodução simulada no local do crime (Paulo Bellini/ItapiraNews)

O homem foi conduzido à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Mogi Guaçu, onde foi autuado e recolhido, permanecendo à disposição da Justiça. Uma mulher que também é acusada de ter participado do crime está sendo procurada pela Polícia Civil.

Mesmo com a prisão apenas do homem, por enquanto, o delegao Anderson Cassimiro de Lima considera o caso como esclarecido.

“Em termos de investigação, o caso está solucionado. Para a Polícia Civil, os dois suspeitos são os autores do homicídio, as provas colhidas são bastante contundentes a ponto do Poder Judiciário concordar com o pedido de prisão temporária”, disse na manhã desta segunda-feira (9).

Segundo ele, o caso remete a um dos mais difíceis já trabalhados pelo SIG (Serviço de Investigações Gerais) na cidade em decorrência da escassez de provas no local e momento do crime.

“Trabalhamos a partir da desconstrução dos fatos, na verdade. Trabalhamos na cena do crime, regredindo passo a passo, checando todas as informações e descartando aquilo que não era plausível até o levantamento final”, explicou o delegado.

De acordo com ele, agora as buscas pela mulher continuam para, na sequência, pedir a prisão preventiva dos dois sob a acusação de latrocínio – roubo seguido de morte.

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