Rapahel Lupinacci comanda projeto musical em Itapira (Divulgação)
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Rapahel Lupinacci comanda projeto musical em Itapira (Divulgação)
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do Megaphone Cultural

Com o objetivo de disseminar a cultura violonística e reforçar a presença do violão enquanto instrumento protagonista na música – e não como mero acompanhamento, o professor Raphael Lupinacci colocou em práticao Projeto Violoniza, que prevê aulas com preços bastante acessíveis a todos os tipos de público em Itapira.

A ideia, segundo ele, é dar oportunidade para crianças, adolescentes, jovens e adultos que têm em comum o desejo de aprender a tocar violão – seja por lazer ou com a intenção de se aprofundar nos estudos musicais. Uma classe com 15 alunos já está em atividade desde o início de agosto e outra já começou a tomar forma a partir de uma lista com diversos interessados.

Na prática, a iniciativa prevê classes com mínimo de cinco e máximo de 15 alunos envolvidos em aulas semanais com 1h40 de duração. Além de Lupinacci, que idealizou o projeto, outros quatro professores estão diretamente envolvidos na causa. A primeira classe está a cargo de Luan Martins de Freitas. Já Vinícius Martins, Hícaro Gabriel e Júlia Machado aguardam a abertura de novas classes para iniciar a participação.

A primeira classe está operando na Casa das Artes, que cedeu o espaço para aulas às segundas-feiras, entre 18h20 e 20h00. No projeto, cada aluno paga mensalidade de R$ 40,00. Agora, o objetivo é abrir outras classes nos mais diferentes bairros da cidade, proporcionando a democratização do ensino do instrumento e facilitando a locomoção dos alunos. Para isso, o projeto quer buscar parcerias com entidades e instituições que possam ceder o local, por exemplo. “O que as pessoas mais conhecem do violão é restrito ao acompanhamento (harmonia), mas existe um universo imenso a ser explorado. É um instrumento musical com fronteiras muito além do que imaginamos”, comenta Lupinacci. “A ideia é valorizar o violão como instrumento, colocando-o como protagonista, já que há toda uma linguagem desconhecida e pouco trabalhada até mesmo por conta da música comercial”, explica.

Segundo o professor, além do preço bem mais em conta para permitir a adesão de qualquer pessoa, o projeto também tem seu lado social reforçado com uma meta a ser atingida, quiçá, dentro de um ano: a abertura de novas classes destinadas a um público socioeconomicamente mais carente, sem a necessidade de pagamento de mensalidade.Para isso, porém, ele precisa que o projeto se torne sustentável. “Minha ideia é que consiga abrir classes suficientes de forma que elas cubram os custos dessas classes gratuitas, cuja única exigência será o comparecimento regular dos alunos”, destaca Lupinacci. Neste caso, segundo o professor, a intenção é usar da música enquanto ferramenta de transformação social principalmente de crianças, cujas realidades podem ser mudadas a partir da introdução à musicalização.

Por enquanto, o projeto ainda contabiliza os interessados em listas para que novas classes possam ser abertas. A flexibilidade permitirá a adequação de dias, locais e horários de aulas de acordo com cada situação. A primeira classe, que já segue para dois meses de atividades, reúne alunos de seis a 50 anos, mistura considerada enriquecedora pelo idealizador do projeto. “Mas, a partir do momento em que tivermos mais alunos, poderemos criar classes com conteúdos específicos para determinadas idades”.A julgar pelas impressões iniciais com o primeiro grupo de trabalho, Lupinacci se mostra confiante e bastante otimista. “Há várias pessoas se organizando, treinando mesmo. Como qualquer atividade humana, é só questão de dedicação. O dom natural que tanto falam representa 10% do resultado, o resto é trabalho mesmo, é buscar entender, se dedicar, ter calma e paciência para que essa prática se torne agradável”, analisa.

O professor também não descarta, para um futuro próximo, iniciar a busca por financiamento do projeto via leis de incentivo. “Por todos os ângulos, quero valorizar a música e o violão enquanto instrumento, fazendo disso uma ferramenta que pode transformar realidades. Esse é o meu objetivo”, conclui. Interessados em participar e também em apoiar o projeto podem manter contato diretamente com Lupinacci pelo email [email protected]. A Casa das Artes também está recebendo inscrições para a lista de espera das novas turmas. Neste caso, o contato deve ser feito pelo telefone (19) 3863-0032 ou pelo email [email protected]. Segundo Lupinacci, as próximas duas turmas também não pagarão o valor da matrícula – valor estabelecido no mesmo patamar da mensalidade.