Paganini enviou projeto do reajuste ao Legislativo
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O PL (Projeto de Lei) que dispõe sobre o reajuste do funcionalismo público já aportou na Câmara Municipal. O texto de autoria do prefeito José Natalino Paganini (PSDB) prevê que o aumento siga o percentual do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre maio de 2016 e maio de 2017. O reajuste deve vigorar a partir do dia 1º de maio, data-base dos servidores públicos de Itapira.

De acordo com o prefeito, ao antecipar o envio do projeto à Câmara “é possível organizar melhor as contas públicas”. “Também é possível aos próprios funcionários fazer uma previsão de seus vencimentos a partir daquela data. É uma medida que traz ainda mais respeito aos servidores”, defendeu. O PL define que o reajuste será válido tanto para os servidores ativos quanto para os inativos que têm paridade salarial.

O piso salarial da Prefeitura também seguirá o índice. O projeto prevê, porém, que o auxílio-refeição será mantido no mesmo patamar atual, de R$ 325,45. “Isso acontecerá porque a gravíssima crise econômica nacional não permite ao município arcar com reajuste também deste benefício”, justifica a administração. A Prefeitura, contudo, argumenta que o auxílio-refeição dos servidores itapirenses é o mais alto da região, “superando em mais de 186% o de Serra Negra, por exemplo, que é de R$ 113,48, em mais de 171% o de São João da Boa Vista, de R$ 120,00, e em mais de 116% o de Mogi Guaçu, de R$ 150,00. O segundo maior auxílio-refeição da região é o de Amparo, no total de R$ 250,00, que ainda assim fica mais de 30% abaixo do de Itapira”, destacou nota emitida pela assessoria de imprensa.

O abono assiduidade, pago a cada três meses a funcionários públicos municipais que não se ausentam do serviço, também será mantido no mesmo valor, de R$ 65,10, assim como o abono de Natal que é pago em dezembro, cujo valor está fixado em R$ 130,20. “A concessão de reajuste em Itapira, neste momento de crise econômica nacional, que afeta os cofres de todas as Prefeituras, é um fato bastante diferente daquele que se vê em quase todos os municípios brasileiros”, enfatiza a Prefeitura, atribuindo a possibilidade do aumento a “muito planejamento do prefeito para manter os salários em dia e conceder o reajuste, algo que se vê hoje em pouquíssimos municípios”. O texto foi enviado à análise das Comissões Permanentes e poderá ser votado já na sessão desta quinta-feira (20).

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