Reunião no Centro Pop também apresentou alternativas a pessoas em situação de rua (Divulgação)
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Representantes da Ascorsi (Associação dos Coletores de Resíduos Sólidos de Itapira) se reuniram com as coordenações dos equipamentos da Secretaria Municipal de Promoção Social de Itapira para discutir maneiras de oferecer melhores condições de trabalho para os coletores de materiais recicláveis na cidade.

A iniciativa partiu da Ascorsi devido à preocupação com as condições de vida e de trabalho dessa população. O encontro contou com membros do Cras (Centro de Referência de Assistência Social), Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e do Centro Pop.

Um dos assuntos discutidos na reunião foi a necessidade de um levantamento por território de pessoas que fazem a coleta de forma independente. Após esse mapeamento, a ideia é de fazer abordagens específicas direcionando-os para que se tornem cooperados da Ascorsi.

“Algumas estratégias começaram a ser delineadas para os que não possuem perfil para tornarem-se membros da referida associação também possam ser contemplados”, adiantou Regina Ramil, secretária de Promoção Social.

Uma equipe da Ascorsi também esteve no Centro Pop para uma roda de conversa com as pessoas que se encontram em situação de rua, objetivando orientá-los sobre a importância do trabalho dos coletores de reciclados, bem como das medidas de segurança que devem ser adotadas para que esta ação não se torne perigosa.

Encontro começou a definir estratégias para oferecer melhores condições a coletores (Divulgação)

Na oportunidade, os palestrantes falaram um pouco mais sobre a cooperativa, funcionamento, regras, benefícios, entre outros. Posteriormente outros encontros irão acontecer entre os cooperados da Ascorsi e moradores correspondentes ao território de cada Cras.

“Temos que encontrar formas de estimular a coleta adequada dos reciclados, de coibir que empresas especializadas de outras cidades façam essa coleta e acabem levando o único recurso dessas pessoas altamente vulneráveis que não conseguem se inserir no mercado de trabalho formal. Além dessas questões, temos que empoderar essas pessoas, de forma a emancipá-las e a ajudá-las a mudar sua história de vida, saindo da condição de rua e da informalidade e principalmente contribuindo de maneira eficaz na proteção ambiental do planeta”, concluiu Regina Ramil.

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