Sítio em que instituição funcionava foi fechado (Divulgação)
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Sítio em que instituição funcionava foi fechado (Divulgação)
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Uma reunião agendada para a noite desta quinta-feira (10) em Itapira tentará reunir interessados na reabertura da Casa Vida, entidade fundada em 2001 para atuar na recuperação de dependentes de álcool e drogas, e que está em processo de fechamento.

No mês passado, a diretoria da Casa Vida havia informado que encerraria somente as atividades no Sítio Vida Nova, nos Prados, que foi colocado à venda por seu proprietário.

O plano era reduzir a capacidade de atendimento, mas seguir em funcionamento na sede social instalada na Rua Maceió, 57, na Vila Dr. José Secchi. A intenção, contudo, não se concretizou. Anteontem, a primeira-secretária da entidade, Rosa Maria de Almeida Nogueira, 47, confirmou que já não há mais nenhum interno em atendimento e que a Casa Vida realmente será fechada.

Ciente da situação, o empresário e fundador da Casa Vida, o empresário Carlos Eduardo Chagas, 53, quer dar novos rumos à entidade. Para isso, ele iniciou um movimento que visa formar nova diretoria e reabrir a Casa Vida com nova personalidade jurídica, já que o fechamento da instituição ainda depende de várias definições – entre elas a quitação de débitos tributários e trabalhistas na ordem de R$ 100 mil. “A diretoria está discutindo formas de quitar essas dívidas. Alguns bens da Casa Vida não podem ser vendidos, já que foram doados, e isso deverá ser repassado a essa eventual nova diretoria. Estamos fazendo o levantamento do que pode ser vendido para ajudar a quitar as dívidas, mas sabemos que não será suficiente, então ainda não há definição de como e quando vamos pagar tudo”, frisou Rosa.

Sítio em que instituição funcionava foi fechado (Divulgação)
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A reunião será abrigada na Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida dos Prados. O início é previsto para 20h00 e qualquer pessoa interessada no assunto pode participar. De acordo com Chagas, o principal objetivo é “tornar público e notório o processo de reabertura da Casa Vida”. “Queremos agregar pessoas para compor a nova diretoria, constituir um grupo de diversos profissionais que possam atuar na Casa voluntariamente”, detalhou. De acordo com ele, já há alguns profissionais engajados na causa entre médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e assistentes sociais. “Também vamos precisar de uma chácara ou um sítio, enfim, um local de preferência na zona rural para abrigar as atividades. A Casa Vida foi importante na vida de muitas pessoas que conseguiram se recuperar de seus vícios, muitas famílias são gratas por isso, inclusive temos ex-internos que também querem ajudar”, disse.

Ao longo de 15 anos de atividades, a Casa Vida acumulou dívidas principalmente relativas a impostos e contribuições, como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Segundo a atual diretoria, os débitos com fornecedores já foram pagos. Até então, a Casa Vida sobrevivia com doações e com a subvenção econômica da Prefeitura, na ordem de R$ 2,2 mil ao mês. Somente o aluguel do sítio já consumia metade desse valor. Apesar de o tratamento ser cobrado, nem todas as famílias possuíam condições de pagar, e por isso muitos internos também eram atendidos gratuitamente, gerando mais despesas em que houvesse receita. Em 15 anos de existência, a estimativa é de que cerca de três mil pessoas já tenham passado por tratamento na instituição, que além de tudo também enfrenta preconceitos na hora de conseguir colaboradores.

De acordo com Chagas, que possui uma história de superação e um carinho particular pela Casa Vida – ele foi uma das primeiras pessoas a se engajar para que o projeto se tornasse realidade – o convite para a reunião e para a eventual nova diretoria está aberto a toda a sociedade itapirense. “Estamos em busca de pessoas dinâmicas e de bom coração. Sabemos que a Casa Vida, nesse tempo todo, já ajudou muita gente. Tenho pessoas que já estão me procurando, familiares de pessoas que se recuperaram e que estão livres até hoje de seus vícios, então precisamos da colaboração de todos que realmente estejam dispostos a contribuir com esse novo projeto”, ressaltou. O empresário lembrou que a iniciativa não possui conotação religiosa e que todos são bem vindos para concentrar esforços e impedir que a história da Casa Vida se perca e o município fique sem o trabalho social. “Queremos recomeçar e que no futuro a entidade se torne autossuficiente, que atue como era no começo, com barracas nos eventos da cidade, participando das festas e realizando eventos para arrecadar fundos”, finalizou.