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Simbolicamente, o ferro, prédios e asfalto moldaram aquilo que a geração de nossos pais conheceram como progresso. Os valores de uma sociedade voltada para produção e para a conquista de uma sonhada e longa aposentadoria.

Isso também afetou a simbologia da forma que as cidades se expressavam para comemorar marcos de sua história. Piracicaba, Sorocaba, Campinas, São Paulo, Mogi Mirim e tantas outras em seus marcos comemorativos de 250, 350, 200, 450 e 250 anos respectivamente mostram bem esse perfil através de selos e artes que remetem a símbolos da cidade para espelhar sua grandeza.

No último dia 8 de janeiro Itapira deu um passo rumo ao que acredito ser aquilo que melhor representa uma cidade, sua história e aquilo pelo que vale a pena se comemorar. Sua gente.

O símbolo que marca a comemoração dos 200 anos da cidade traz as pessoas que ajudaram a construir a história da cidade, gente de diversos segmentos sociais, etnias e credos. Gente que deixou legado, que de alguma forma dedicou a vida e afetou de forma marcante sua comunidade. Gente considerada ilustre, outros de passagem humilde.

Gente de família e outros que mal sabemos a origem. Essa é a melhor forma de engrandecer sua história, entender o quanto ela representou para o local que se vive. Isso motiva as pessoas em dar continuidade, ou mesmo querer fazer como estes e de uma maneira simples, ou impactante deixar o seu próprio legado.

Itapira é, sem dúvida, privilegiada nesse sentido, pois teve ao longo de sua existência personagens marcantes para a história do Brasil e do mundo. Sem dúvida, isso facilitou a seleção destes ícones.

Entretanto digo que para muitos na cidade tais nomes serão uma revelação, pois há tempos sua cultura e sua memória não são trabalhadas da forma que se deveria. O impacto disso tudo será sentido, principalmente se dermos voz aos velhos e se contarmos toda essa grande saga de 200 anos aos jovens e crianças, que tudo isso não fique restrito as redes sociais e faixas nos eventos, que não seja apenas mais um selo, ou uma marca.

O trabalho é imenso e que este exemplo sirva de inspiração para tantas outras cidades que busquem seus Menottis, Henricões e Fias Preta. Basta garimpar, conversar com aqueles que ainda guardam na memória os tesouros que temos por todo Brasil, os próprios brasileiros.

Ricardo Pecego é ‘doutor em ciências ocultas, filosofia dramática, pediatria charlatânica e astrologia eletrônica’. Fale com o autor do artigo via e-mail.