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Durante o período de férias escolares, crianças e adolescentes procuram atividades para passar o tempo e uma das mais antigas e populares é empinar pipa. A atividade tem o potencial de tirar os jovens de casa e unir amigos e família – o problema é que ela pode ser perigosa. O uso do cerol continua frequente nos últimos anos, apesar dos perigos que apresenta. A técnica consiste em envolver a linha da pipa em cola e, posteriormente, vidro moído.

O objetivo é cortar a linha de outros empinadores próximos, uma espécie de competição, mas os danos causados pela prática vão de prejuízos à rede elétrica até a morte de transeuntes, ciclistas e motociclistas. Se para quem empina a pipa o único perigo que o cerol apresenta é o de pequenos ferimentos nas mãos, reportagens já alertaram para o risco de que o fio poderia causar cortes profundos em quem passa pelas ruas e também em motociclistas, muitas vezes levando à morte.

O rompimento de fios também provoca a interrupção do fornecimento de energia e pode causar apagões na região abastecida pela rede afetada. Além do transtorno à população e à companhia de distribuição de eletricidade – que terá de repor os cabos -, a escuridão pode tornar estes ambientes menos seguros e propensos a atos de violência. Algumas soluções para o problema propostas pelo pesquisador são a construção de dutos e galerias para fios subterrâneos e, principalmente, a intensificação de campanhas públicas. A inviabilidade de aplicar a primeira opção a curto prazo para a maioria das grandes cidades, já construídas e que crescem sem planejamento, só aumenta a necessidade da segunda.