Açudes representam auxílio emergencial ao município
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O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) recorreu a lagos e açudes particulares para continuar abastecendo a cidade de forma regular.

A medida tem por objetivo escoar água desses reservatórios naturais para o Ribeirão da Penha, subindo o nível do rio na altura da captação da ETA (Estação de Tratamento de Água).

Desde a tarde de quinta-feira (16), um lago pertencente em uma propriedade às margens da Rodovia SP-357 (Itapira-Amparo) está desaguando no Ribeirão, por meio de uma tubulação instalada pelo Saae.

A operação já surtiu efeito, segundo a autarquia, elevando o nível do curso d’água dos preocupantes 40 centímetros verificados na quarta-feira (15) para pouco mais de um metro no final da manhã desta sexta.

Isso, com a captação, tratamento e abastecimento da cidade ocorrendo normalmente e com os reservatórios cheios. Em outras épocas de estiagem, o nível do rio deveria estar próximo de 1,40 metros. Em outro grande reservatório, localizado em uma fazenda às margens da SP-147 (Itapira-Lindóia), uma draga já foi instalada, mas a transferência de água só será feita caso necessário, já que o volume vindo do primeiro açude já está sendo suficiente para aumentar a vazão do rio.

Os proprietários das áreas atenderam ao pedido de colaboração da Prefeitura e do Saae e autorizaram a operação. Juntos, os dois reservatórios somam quase 500 milhões de litros de água disponível para serem levadas ao Ribeirão da Penha, sobrando ainda quantidade considerável nos espaços.

Nesta sexta-feira, a Prefeitura decretou estado de alerta em Itapira, determinando a fiscalização e aplicação de multas a quem desperdiçar água. Atividades de extração de areia e argila, bem como captação de água do rio para irrigação, estão temporariamente suspensas na área do rio acima da captação de água.

Ainda na quarta-feira, o Saae promoveu intervenção na barragem do Ribeirão da Penha, onde é feita a captação, justamente com o objetivo de represar a água e garantir o abastecimento. Com isso, um trecho de aproximadamente 500 metros do rio, deste ponto até o córrego do Jardim Magali, ficou praticamente seco.

As medidas adotadas até agora têm a aprovação dos órgãos reguladores e está em consonância com a legislação, diante da prerrogativa de que a prioridade dos recursos hídricos é o abastecimento humano, seguido pelo animal. O racionamento de água também não está descartado, mas somente ocorrerá – em forma de rodízio – caso as iniciativas colocadas em prática não surtam o efeito desejado.