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Mensagem que circula nas redes sociais traz informações erradas. Melhor forma de ajudar é consultar instituição ou destinar qualquer valor via depósito (Reprodução)
Mensagem que circula nas redes sociais traz informações erradas. Melhor forma de ajudar é consultar instituição ou destinar qualquer valor via depósito (Reprodução)
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Mensagens que circulam frequentemente pelas redes sociais pedem doações de diversos itens para a Casa Transitória ‘Flávio Zacchi’, em Itapira. A mais recente delas dá conta de que a instituição está passando por necessidades em virtude do acolhimento de “sete recém-nascidos, sendo dois gêmeos”, e por isso estaria arrecadando leite em pó, fraldas e pomada para assaduras, por exemplo.

Mas será mesmo que essa situação é procedente? A reportagem do Itapira News consultou a direção da Casa Transitória e descobriu que não é bem assim. A instituição precisa, sim, de doações, e tem muita gratidão por todas as campanhas espontâneas que surgem para arrecadar donativos, mas esclarece que as mensagens divulgadas não partem da própria diretoria.

Conforme apurado pela reportagem, na data de hoje – dia 26 de dezembro de 2016 – a instituição não abriga sete recém-nascidos. Do total de 12 crianças e adolescentes abrigados, oito são menores de três anos, mas somente um é, de fato, ainda um bebezinho recém-nascido. Também na mesma data, a Casa Transitória recebeu uma grande doação de fraldas, pomadas e outros produtos para higiene. Tudo muito bem vindo, é claro!

Ação oficial da Casa Transitória pede doações em dinheiro (Divulgação)
Ação oficial da Casa Transitória pede doações em dinheiro (Divulgação)

A vice-presidente da instituição, Flávia Maria Zacchi Robles, ressalta que todas as ajudas são muito bem-vindas, mas existem pelo menos duas formas para que a população solidária possa fazer suas doações com a garantia de que a ação realmente atenderá às reais necessidades. “Temos uma conta bancária para depósito de doações em dinheiro. Assim, podemos direcionar exatamente os recursos para as prioridades do dia. Às vezes, precisamos de carnes ou legumes, que são itens que não chegam com muita frequência e que também possuem prazo de validade reduzido, e não temos grande capacidade de armazenamento. Então, essas contribuições espontâneas, de qualquer valor, ajudam bastante para que possamos investir no que é de mais urgência em determinado momento”, explicou.

As necessidades, inclusive, costumam mudar bastante no dia-a-dia da instituição. É que a rotatividade de crianças e adolescentes é alta, e o número de pessoas atendidas costuma variar bastante de uma semana para outra, por exemplo. “Tem dia que temos 10 pessoas, no outro já temos 20, e assim as necessidades vão mudando. Hoje, por exemplo, estamos com um bom estoque de fraldas, então precisamos de outros produtos. Amanhã isso pode mudar”, frisou. Por isso, outra possibilidade para quem quer colaborar com a instituição e acertar na doação é consultar previamente a direção pelo telefone (19) 3843-4047, informando a intenção de coletar e/ou promover doações e questionando sobre quais itens seriam de mais utilidade naquele momento. As doações em dinheiro podem ser feitas pelo Banco Santander – Agência 0332 – Conta Corrente 13.005.254-8.

Para divulgação de apelos nas redes sociais, uma orientação importante é também informar o prazo de vigência da campanha, com início da coleta e data para entrega dos produtos arrecadados, eventuais pontos de arrecadação ou informando se os produtos podem ser entregues diretamente na sede da Casa Transitória, que fica na Rua Maestro Américo Passarela, 20, na região da Vila Boa Esperança. Isso pelo fato de que mensagens que pedem determinados produtos, divulgadas anteriormente, podem já não refletir as reais necessidades da Casa, mas continuam sendo repassadas. “Ficamos muito agradecidos com todas essas campanhas. Neste final de ano foram várias campanhas, recebemos muitas doações de fraldas, leite e roupinhas. Na alternativa de doar dinheiro na nossa conta, o doador também pode ir à Casa Transitória e apresentar o comprovante do depósito e pedir um recibo para comprovar a contribuição”, destacou Flávia.