Trotes ao SAMU prejudicam atendimento a ocorrências reais (Ilustração/Rodrig Nunes/Ministério da Saúde)
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O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da Baixa Mogiana, que atende as cidades de Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Estiva Gerbi, recebeu 1.475 trotes – como são conhecidas as ligações falsas – ao longo de 2018.

O número é quase três vezes maior que o registrado em 2017 – 549 trotes. As ligações falsas solicitando ambulâncias são extremamente danosas ao serviço, já que acabam fazendo com que viaturas sejam empenhadas situações inexistentes.

Em muitos casos, isso acaba refletindo diretamente no atendimento a ocorrências verdadeiras, provocando atrasos na chegada do socorro a pacientes que realmente estão precisando das ambulâncias. E a demora pode ser fatal.

“De modo geral, os trotes causam grandes transtornos ao SAMU, ocupando as linhas telefônicas, enviando ambulâncias para falsas ocorrências, deixando de atender outras solicitações, colocando em risco a vida das pessoas que realmente estejam precisando de atendimento de urgência naquele momento”, alerta o coordenador da Ouvidoria e Comunicação do SAMU Baixa Mogiana, Rodrigo Domingos.

Para ele, iniciativas como a adoção de campanhas educativas nas escolas pode ser uma ferramenta estratégica para reduzir o número de trotes. “Teremos que atuar em áreas como campanhas preventivas nas escolas e empresas. Insistimos na questão e continuaremos trabalhando, dedicando o nosso profissionalismo a serviço da população. Prevenção sempre será o melhor remédio”, analisa Domingos.

  • ESTATÍSTICAS

Ao todo, ao longo do ano passado, o SAMU atendeu a 4.669 ocorrências de diversas naturezas em Itapira. O número representa uma média diária de 12 chamados – ou um atendimento a cada duas horas. Em 2017, o número de atendimentos na cidade foi de 4.598. Do total de chamados, 362 eram para socorros em acidentes de trânsito – o que também aponta para uma média de quase uma ocorrência do tipo por dia.

Desse total, mais da metade – 196 – envolveram motocicletas. “Percebemos que em Itapira os acidentes de trânsito possuem nível de gravidade maior. Não em volume diário, pois são menos acidentes que cidades maiores, porém, quando ocorrem percebemos uma gravidade maior”, afirmou o coordenador.