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Trotes prejudicam atividades do Samu
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O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Regional da Baixa Mogiana, que atende as cidades de Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Estiva Gerbi, contabilizou 1.216 trotes em 2014.

As ligações com falsas informações de ocorrências direcionadas ao telefone 192 prejudicam os trabalhos operacionais e, pior, podem causar sérias consequências ao atendimento de casos reais, já que as chamadas congestionam as linhas e mobilizam as equipes.

“Quando conseguimos identificar o número, a gente liga de volta pra conscientizar. Muitas vezes descobrimos que é um trote quando chegamos ao local. Enviamos uma viatura com médico, enfermeiros e toda a equipe para descobrirmos que é um falso chamado”, lamenta o líder de comunicação do Samu Regional da Baixa Mogiana, Rodrigo Domingos.

Todos os meses do ano passado registraram ligações falsas. O maior índice, contudo, foi em maio, com 187 trotes – média superior a 6 chamadas enganosas por dia. Os meses de março, outubro, novembro e dezembro também fecharam com alto índice de trotes, sempre superior a uma centena de ligações.

Além dos prejuízos aos atendimentos, os trotes também aumentam os custos do serviço, subsidiados com recursos públicos, a partir da mobilização de todo o sistema, veículos, equipamentos e equipes. “São vários tipos de trotes, desde crianças que ligam até pessoas que ficam falando besteiras (conteúdo sexual) para as atendentes”, informa Domingos.

Trotes no Samu em 2014
Trotes no Samu em 2014

Vale ressaltar que os números contabilizados abrangem as quatro cidades atendidas, já que a central reguladora é única (fica em Mogi Guaçu) e todas os municípios atendidos possuem o mesmo DDD (Discagem Direta à Distância). “Por isso não temos como saber de qual dos municípios partem as ligações. Teve um caso em Mogi Guaçu em que uma pessoa acionou Samu, Bombeiros e Polícia Militar. Só foi descoberto o trote quando todos chegaram ao local e não encontraram nenhuma ocorrência”, revela o líder de comunicação.

Mesmo com o expressivo número de trotes, o coordenador-geral do Samu Baixa Mogiana, Wagner Tadeu Cezaroni, afirma que a situação já foi pior. “O trote atrapalha muito, mas já foi pior. Depois que fizemos um trabalho nas escolas tivemos mais conscientização. Além disso, contamos com o treinamento dos atendentes que muitas vezes já conseguem identificar o trote na chamada”.