Secretário de Defesa desmente extinção do GAT

Viatura do GAT está temporariamente fora das ruas
Viatura do GAT está temporariamente fora das ruas

O secretário municipal de Defesa Social, coronel Vanderlei Manoel de Oliveira, desmentiu as afirmações de que o GAT (Grupo de Apoio Tático) da Guarda Civil Municipal (GCM) será desativado. Os rumores surgiram após o acidente, no início da madrugada de quarta-feira, que envolveu a única viatura do grupamento.

O veículo Blazer, placas GAT-0789, recebeu danos de grande monta após cair em uma pequena ribanceira, no Cubatão. O acidente ocorreu durante uma perseguição a duas pessoas em ocupavam uma motocicleta, cujo emplacamento apontava para um veículo produto de roubo ocorrido em outubro.

Três guardas civis municipais que estavam na viatura sofreram ferimentos. Ainda no mesmo dia começaram a circular informações de que o GAT seria extinto do quadro operacional da GCM. Uma página em uma rede social da internet, identificada por ‘Denúncias Online Itapira’, chegou a publicar um tipo de comunicado informando que o grupo será extinto a partir deste mês.

O texto diz ainda que a atitude foi “tomada pelo comando da corporação”, cargo também atribuído ao secretário de Defesa Social. Na matéria publicada pelo jornal Tribuna de Itapira na edição de quinta-feira, o coronel já havia dito que os guardas acidentados, depois de retornarem às suas funções, seriam remanejados a outras equipes da GCM, até que a viatura fosse restaurada.

Na tarde de quinta-feira, após repercussão da suposta desativação do GAT, a reportagem voltou a procurar o comandante da corporação, que negou veementemente o fim das atividades do grupo. “Não sei quem tirou essa conclusão, uma vez que esse tipo de informação não saiu da minha boca, e se cabe a alguém tomar essa decisão, é ao prefeito (José Natalino Paganini, PSDB), assessorado por mim”, rebateu. “Ele (prefeito) não comentou nada sobre isso, e eu também não”, continuou Oliveira.

Coronel Vanderlei garante que a questão não passa de boataria
Coronel Vanderlei garante que a questão não passa de boataria

O coronel afirmou que os comentários lhe causaram “estranheza”, e questionou quais seriam os possíveis motivos que originaram o comunicado, segundo ele, falso. “Se alguém está colocando dessa forma, a pergunta que eu faço é o que motivaria a extinção desse grupo? Se essas pessoas estão tão preocupadas com a extinção, o que será que está sendo feito de tão errado a ponto de a administração encerrar as atividades do GAT?”, retrucou.

O secretário reforçou que não existe nenhuma intenção de desativar o GAT, e enfatizou que a equipe só deverá permanecer inativa enquanto a viatura não retornar. “Quando os guardas acidentados retornarem a suas funções, caso a viatura ainda não esteja pronta, eles irão trabalhar junto às demais equipes, e sem o fardamento característico do GAT, que deve ser utilizado em conjunto com a viatura da equipe, que são os diferenciais do grupo”, comentou o coronel.

“Caso a viatura já esteja pronta quando os componentes retornarem do período de afastamento, o GAT estará nas ruas normalmente. O resto não passa de boatos”, garantiu. No acidente que envolveu a viatura, os guardas civis municipais Depieri, Paulo e Cavallaro sofreram ferimentos. A viatura era conduzida por Paulo, e a suspeita é de que o veículo tenha ficado sem freios. A suposta falha mecânica deverá ser confirmada ou não através de perícia.