Santa Casa confirmou 11 atendimentos
Santa Casa confirmou 11 atendimentos
Santa Casa confirmou 11 atendimentos

Ao menos 11 atendimentos hospitalares em que pacientes apresentaram sintomas muito semelhantes assustaram uma parcela da população itapirense nos últimos dias. As informações começaram a circular no início da semana e ganharam força nas redes sociais. Diversos relatos foram encaminhados à reportagem versando sobre o que poderia ter causado um possível surto que levara moradores principalmente do bairro dos Prados a passar mal, precisando de socorro médico.

Em todos os casos, as pessoas afetadas apresentaram uma espécie de paralisia facial – problema sanado após serem medicadas. Os pacientes residem, principalmente, nas regiões próximas ás rodovias SP-352 (Itapira-Jacutinga) e SP-147 (Itapira-Mogi Mirim), nas áreas compreendidas pelos jardins Macucos e Guarujá. A Santa Casa de Misericórdia confirmou os onze atendimentos semelhantes entre as noites de sexta-feira (3) e de domingo (5). A sequência de pacientes com quadro de “contratura muscular involuntária” – conforme classificou a direção do hospital – levou a Santa Casa a notificar a Divisão de Vigilância Epidemiológica do município.

Entre os sintomas relatados figuraram situações de enrijecimento das mandíbulas e de membros superiores, como nas regiões dos ombros, pescoço e da nuca, bem como dormência na língua – o que levou muitas pessoas a relacionarem os sintomas aos de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Todos os atendidos na Santa Casa, contudo, responderam bem ao tratamento e foram liberados, não sendo detectado nenhum outro problema mais sério. Foram coletadas amostras sangue, que foram fornecidas à Vigilância Epidemiológica para exames.

Outras pessoas com o mesmo quadro teriam sido socorridas no HM (Hospital Municipal) no mesmo período e até no início da semana. Segundo apurado pela reportagem, a somatória dos pacientes que deram entrada nos dois hospitais teria resultado em 23 casos. O número, contudo, não foi confirmado pela direção clínica do HM, que também não confirmou os atendimentos.

Em redes sociais da internet, diversas teses sobre o assunto foram propagadas. Na gama de questionamentos acerca dos motivos para o problema, algumas pessoas chegaram a citar possível contaminação de água, transmissão de algum vírus pelo ar ou intoxicação a partir de alimentação, agrotóxicos ou outras fontes.

Na manhã desta quinta-feira (9), o presidente do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), José Armando Mantuan, descartou qualquer possibilidade de que o problema tivesse sido causado pela água. “O Saae conta com tratamento que atende os critérios do Ministério da Saúde, e essa água tratada é distribuída a todos os bairros da cidade, então não tem muito sentido essa relação com a água que abastece os Prados”, argumentou.

Ele também afirmou que a autarquia não recebeu nenhuma informação relacionada ao caso, mas que mesmo assim o Saae realizou análise da água que abastece a cidade, e nada anormal teria sido detectado. A Secretaria Municipal de Saúde não respondeu às questões formuladas pela reportagem. A Divisão de Vigilância Epidemiológica também não informou as medidas adotadas.

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