Proposta da Prefeitura não agradou aos servidores, diz Cristina
Publicidade - Anuncie aqui também!
Proposta da Prefeitura não agradou aos servidores, diz Cristina
Proposta da Prefeitura não agradou aos servidores, diz Cristina
Publicidade - Anuncie aqui

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itapira deflagrou greve do funcionalismo municipal, em assembleia realizada na noite de terça-feira. O ato representa uma resposta à oferta de reajuste salariam feita pela Prefeitura, que não atendeu aos anseios da categoria em negociação desde abril.

Na manhã de quarta-feira (29), a notificação sobre a decisão foi protocolada, comunicando o prefeito José Natalino Paganini (PSDB). O procedimento, que atende à chamada ‘Lei de Greve’, concede à categoria o direito de iniciar a paralisação das atividades após 72 horas – ou seja, a qualquer momento a partir da próxima segunda-feira, dia 02 de junho.

Para a próxima terça-feira (03) já está agendada uma concentração de servidores na Praça Bernardino de Campos, área central da cidade, a partir das 19h00. O objetivo, segundo a presidente do Sindicato, Cristina Helena da Silva Gomes, é decidir quando e quais atividades serão afetadas pela suspensão dos trabalhos. “Há uma revolta generalizada. Houve uma expectativa de valorização dos servidores por parte do Paganini e isso não está acontecendo”, reclamou a dirigente sindical em entrevista ao jornal Tribuna de Itapira.

Notificação endereça a Paganini foi protocolada na manhã de quarta
Notificação endereça a Paganini foi protocolada na manhã de quarta

A categoria solicitou ganho real no reajuste da data-base, além do percentual correspondente ao índice inflacionário do período entre a data-base dos anos de 2013 e 2014. Isso, segundo a pauta de reivindicações, representaria entre 11% e 12%. O Sindicato também cobra aumento de R$ 100,00 no valor do ticket-alimentação, que subiria de R$ 250,00 para R$ 350,00.

Contudo, a Prefeitura ofertou aumento de apenas 6,28% – percentual relativo ao índice inflacionário; e aumento de 10% no ticket-alimentação e nos abonos de assiduidade e de Natal. Para Cristina, a deflagração de greve representa um “grito de liberdade da categoria”. “É uma libertação do medo de defender o que ele (servidor) precisa, que é salário digno e respeito”, avaliou. Segundo ela, o Sindicato ainda continua disposto a negociar com o Executivo antes da paralisação dos servidores.

Uma carta aberta divulgada pela entidade sindical diz que a greve, caso ocorra realmente, terá período indeterminado. Ao prefeito, foi solicitado que sejam “indicados os setores de atividades essenciais e o número de servidores necessário para atendimento das necessidades da população”. Apesar de campanhas junto a diversos setores da municipalidade, Cristina preferiu não fazer previsões sobre o percentual de adesão da categoria à greve.

Segundo declarações do secretário municipal de Fazenda, João Batista Bozzi, em audiência pública da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) na manhã de terça-feira, a folha de pagamento é a responsável pela complicação nas negociações com o Sindicato. Em 2013, a folha ultrapassou 51% da receita corrente líquida, chegando próximo ao limite prudencial determinado pela legislação federal, que é de 51,3%.

Via assessoria de imprensa, o Itapira News solicitou uma posição do prefeito sobre a decisão do Sindicato, mas a resposta não foi enviada até o fechamento desta matéria na manhã desta quinta-feira (29).

Publicidade - Anuncie aqui