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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Itapira desta quinta-feira (15) concentrou homenagens à vereadora Marielle Franco (PSOL), brutalmente assassinada na noite da última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro. Também houve citações ao motorista dela, também morto no ataque, Anderson Gomes.

Conforme permite o Regimento Interno da Casa, o Pequeno Expediente foi suspenso e a tribuna ficou à disposição para manifestações referentes ao tema.

Conforme noticiado mais cedo pelo Itapira News, a estudante Mirella Cristina Antônio, 20, representante das mulheres negras filiada ao PSOL de Itapira fez uso da palavra.

Emocionada, ela disse que, agora, Marielle faz parte das estatísticas do genocídio da população negra no Brasil. “Ela morreu por lutar pelos direitos da população. É uma semente que vai germinar, será sempre uma inspiração para meus passos, para meus ideais. Outras Marielles virão. Nós, negros, sabemos o quanto é difícil estar em lugares de poder. Basta olhar ao redor. É muito difícil. Mas é por ela e pelas pessoas que estão ao meu lado que continuo lutando”, disse a jovem.

Ao final de sua fala, ela pediu justiça pela morte da vereadora e pediu que, independente de questões partidárias, a sociedade reflita acerca da necessidade de combater as injustiças do país.

O presidente da Câmara, Maurício Cassimiro de Lima (PSDB), destacou que o Poder Legislativo se solidariza com a família de Marielle e os membros do PSOL. Outros vereadores, como Rafael Lopes (PROS), Professora Marisol (PSD) e Beth Manoel (PSDB) também usaram a palavra e manifestaram indignação com o ocorrido.

Mirella Cristina falou sobre morte de vereadora

ATO

Membros do PSOL de Itapira acompanharam os discursos e exibiram cartazes com mensagens de protestos contra a violência – entre eles o atual presidente da sigla no município, João Marquezini, e o advogado Cristiano Florence, que disputou as eleições para prefiro pelo partido em 2016.