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Foi preso na noite deste sábado (5) um homem suspeito de ser o autor da morte do empresário Sérgio Barbosa de Oliveira Junior, de 58 anos, que foi esfaqueado e queimado vivo às margens da Rodovia SP-147 na noite do dia 22 de dezembro, em Itapira.

O suspeito estava com a prisão temporária decretada desde o dia 28 de dezembro e era considerado foragido, já que seu paradeiro era desconhecido. Trata-se de Peterson Ricardo Rafael, de 38 anos, que segundo informações vinha mantendo sociedade comercial com a vítima.

Ele já havia sido levado a depor na noite do crime, mas negou a autoria ou qualquer participação no brutal episódio que chocou a cidade e ganhou repercussão nacional, sendo liberado em seguida. Porém, a Justiça decretou sua prisão após investigação que o colocou como principal suspeito até então.

Suspeito foi detido pela Polícia Militar em Itapira (Divulgação)

O caso, que foi investigado pelo SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Delegacia de Polícia de Itapira, sob o comando do delegado Anderson Cassimiro de Lima, é tratado como homicídio qualificado.

A prisão do suspeito foi feita pelos policiais militares Mello e Tozzini após informações que levaram ao local em que ele estava, na casa de familiares na região central, depois de chegar de uma viagem ao litoral.

De acordo com o investigador da Polícia Civil, Daniel Portilho, a Polícia Militar trabalhou em conjunto com o SIG e se manteve empenhada para dar cumprimento ao mandato de prisão. “A prisão é temporária, de 30 dias, e pode ser prorrogada ou convertida em prisão preventiva. Para a investigação, a autoria do crime aponta para o suspeito. Agora também seguiremos investigando para apurar eventual participação de mais pessoas ou não no crime”, comentou.

Ainda de acordo com o policial, ainda existe a possibilidade de que haja indiciamento também por latrocínio, já que após o homicídio o autor do crime deixou o local com o carro da vítima e ainda tentou atear fogo ao veículo após abandoná-lo. “O caso por enquanto é tratado como homicídio qualificado, por motivo torpe, com requintes de crueldade. A investigação aponta que a vítima foi atraída para uma emboscada”, frisou. O suspeito preso deverá ser interrogado no início da semana pelo delegado Dalton David Ferreira.

  • O CRIME

No dia do crime, Serginho Barbosa, como era conhecido, foi socorrido em chamas por agentes da Intervias e levado ao Hospital Municipal com 98% do corpo queimado. Inicialmente, as equipes pensaram se tratar de uma tentativa de suicídio, mas durante o atendimento de emergência foram detectadas cerca de 20 perfurações feitas com faca na região cervical do corpo.

Policiais militares encontraram ao lado do empresário um celular e um galão com gasolina, com a boca chamuscada. O celular era da vítima. Momentos depois, o carro de Barbosa foi localizado na região central do município, também com o banco do passageiro em chamas. O fogo foi controlado pela Defesa Civil. Após o crime, um sócio da vítima em um empreendimento comercial foi levado para prestar depoimento, mas acabou liberado, já que naquele momento não havia provas de seu envolvimento na morte do empresário.