Silvio Marques é novo nome entre postulantes ao governo local
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Na reserva do Exército Brasileiro desde 2015, o tenente-coronel Silvio Fernandes Marques, 48, anunciou nesta quinta-feira (3) sua pré-candidatura a prefeito de Itapira.

Itapirense nascido em 1971, Marques passou mais de 20 anos fora da cidade em atividade militar, com passagens por diversos estados, e agora se dedica ao comando de uma empresa química em sua terra natal.

Faltando um ano para as eleições municipais de 2020, o anúncio surpreendeu até mesmo alguns dos principais nomes envolvidos na política local. Nome até então desconhecido nos meios políticos de Itapira, o oficial da reserva e empresário se diz motivado a “trabalhar por Itapira” após três décadas “trabalhando pelo Brasil”.

“Há dois meses fui procurado por amigos que me convidaram a fazer parte de um novo grupo político que está se formando para o bem de Itapira. Nunca tive pretensão política, mas acabei me convencendo que está na hora de contribuir com nosso município. Dediquei mais de 20 anos anos da minha vida a servir a Pátria, agora quero servir minha cidade”, afirma Marques, que ainda não está filiado a nenhum partido.

As opções, diz ele, são o DEM e o PRTB – este ainda sem diretório local. Se Marques ainda é um nome desconhecido, contudo, o aparato que já começa a se formar em torno de sua prometida candidatura conglomera nomes tradicionais da política tupiniquim. Caso de Manoel Marques, ex-vereador e secretário municipal de Governo do ex-prefeito Toninho Bellini, e que deve assinar a coordenação da campanha.

Marques está na reserva militar desde 2015 e agora atua como empresário em Itapira

Outros nomes, como os do também ex-vereador Luís Henrique Ferrarini e de Junião Costa, também fazem parte do rol de apoio que já se desenha ao projeto político do militar da reserva. Juntos, eles buscaram – e dizem ter conquistado – o apadrinhamento político do deputado Edmir Chedid em reunião ocorrida na última quarta-feira (2) na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Apesar da coincidência dos sobrenomes, não há parentesco entre Manoel Marques e Silvio Marques. “É somente uma coincidência mesmo”, confirma Manoel. “Achamos que hoje é preciso ter uma nova pessoa, a cidade espera alguém diferente. E não é questão de ser novo por não ser da política, mas sim por não ter os vícios da velha política. Ele (Silvio) é uma pessoa que traz valores importantes como disciplina, hierarquia, comprometimento, uma pessoa que não foge à luta. E vai ter pessoas, sim, da política, para entrar com a experiência”, declara Manoel, que também aproveita para anunciar sua pretensão de retornar à Câmara Municipal.

  • QUAL VIA?

O nome de Silvio Marques surge inesperadamente e invade um terreno permeado por figuras já tradicionais ou, no mínimo, conhecidas da política local e que não escondem seu interesse em disputar a cadeira maior do Paço Municipal.

Até então, esse cenário incluía nomes como o próprio ex-prefeito Toninho Bellini, além de Cristiano Florence e eventuais postulantes de siglas como PSL – que hoje possui em André Siqueira e Beth Manoel em seu quadro de filiados na cidade. Isso tudo, claro, somado ao ainda desconhecido nome a ser lançado para a sucessão do prefeito José Natalino Paganini a partir do suporte do ex-prefeito e atual deputado Barros Munhoz.

Questionado pela reportagem se sua candidatura pode ser classificada como uma nova ‘terceira ou quarta via’, Silvio Marques afirma que não se pretende se prender a esses rótulos. Diferente disso, fala em manter o foco em se apresentar à população como postulante a prefeito, utilizando sua bagagem na extensa carreira militar para convencer de sua capacidade administrativa para comandar a cidade.

Pré-candidato já buscou ‘padrinho’: o deputado Edmir Chedid (Divulgação/Redes Sociais)

“É um desafio, mas trabalhei com muitas questões sociais em minhas missões e operações, atuei bastante na gestão pública em posições de comando, comandei grandes obras e participei de muitas ações importantes. E mantenho uma rede de relacionamentos com pessoas que serviram comigo e que hoje estão no Governo Federal, no comando do país. Tudo isso é muito importante, e por que não contribuir com a minha cidade neste momento? Hoje a população espera algo novo e é por isso que nós acreditamos em nosso projeto”, diz.

  • ONDA BOLSONARISTA

Também questionado se pretende surfar na onda de popularidade que ajudou a levar o presidente Jair Bolsonaro à Presidência da República, Silvio Marques ressalta que não enxerga dessa forma. Fala de pilares como família, moral, educação e cristianismo, mas reforça que seu objetivo é contribuir com o desenvolvimento da cidade.

Não deixa de reforçar, porém, que mantém estreito relacionamento com nomes que hoje dão sustentação à base governamental de Bolsonaro – em especial o vice-presidente General Hamilton Mourão, por quem foi comandado em uma fase da carreira, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, entre outros.

“Tudo o que eu recebi e o que sou hoje veio da minha formação e do meu país. Como soldado eu jurei defender minha Pátria e dediquei anos da minha vida a esse lema. E hoje continuo exercendo na minha atividade empresarial todos esses conceitos e valores e sigo tentando contribuir com nosso país. Aí, quando veio esse convite, refleti e resolvi aceitar. É uma oportunidade de fazer o bem para minha cidade”.

  • CARREIRA MILITAR

Também filho de militar, Silvio Marques ingressou na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) em 1994. Bacharel em Ciências Militares, especializou-se em Engenharia e, mais tarde, em Operações Militares. Serviu em unidades no Rio Grande do Sul, no Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina.

Conquistou diversas condecorações e galgou patentes até solicitar sua transferência para a reserva remunerada em 2015. Possui cursos de Formação em Pregoeiro, Excelência em Gestão Pública e Especialização em Direito Administrativo e Gestão Pública.

Participou da coordenação das obras de construção do Aeroporto de Cargas em São Gonçalo, no Rio Grande do Norte; duplicação da BR 101-Nordeste; em obras da Transposição do Rio São Francisco em Pernambuco, construção do terceiro terminal do Aeroporto de Guarulhos e comandou a Companhia de Comando da Força de Pacificação Arcanjo XI em comunidades do Complexo do Alemão e da Penha no Rio.