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Sacha e Preta precisam de novo lar (Divulgação)
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Um verdadeiro martírio tomou conta da vida do vendedor José Arnaldo Cricco, 36, que há vários meses tenta conseguir um novo lar para suas duas cadelas de estimação – batizadas de Sacha e Preta. Os animais, que estão na família há pelo menos oito anos, não podem mais permanecer sob seus cuidados devido à mudança para um apartamento.

O problema começou no ano passado, quando a família se mudou para o imóvel próprio. No apartamento moram cinco pessoas e já há dois gatos, e os cães não podem ficar no espaço. Ao longo dos últimos meses, Cricco precisou despender parte de sua renda para ajudar nos custos de um lar temporário, mas devido à presença de outros cachorros, os latidos passaram a incomodar moradores próximos que fizeram denúncia ao DPBEA (Divisão de Proteção e Bem Estar Animal).

De acordo com o vendedor, diversas outras possibilidades já forma tentadas – até mesmo feira de adoção, mas até agora ninguém se dispôs a adotar as duas cadelas. “Infelizmente não podemos mais ficar com elas, não podemos mantê-las dentro de um apartamento e o custo com estadia em lar temporário está apertando muito nosso orçamento. Chegamos até cogitar a ideia de alugar uma casa e nos mudar do apartamento, mas isso nos colocaria em situação irregular perante a Caixa Econômica Federal, já que o imóvel é financiado. É uma situação muito delicada e precisamos urgentemente dar um bom destino a esses animais que viveram com a gente por tanto tempo”, frisou Cricco.

Na esperança de conseguir mais visibilidade para a situação e encontrar alguém que fique com as cadelas, ele procurou a reportagem do Itapira News e relatou sua situação. Disse que já tentou contato com entidades de proteção animal da cidade – como a Uipa (União Internacional Protetora dos Animais), que também não têm disponibilidade para acolher as duas cachorras SRD (Sem Raça Definida). A branca é a Sacha e não é castrada. A Preta é castrada, segundo informou Cricco.

De acordo com ele, somente com lar temporário já foram gastos cerca de R$ 600,00 em três meses. Antes disso, ele já contribuía com R$ 200,00 do aluguel de outra residência que serviu como lar temporário das cadelas. “Preciso urgente de um lar para elas. Posso até mesmo continuar ajudando com a ração, mas infelizmente não posso mais custear um abrigo temporário. Muitas pessoas entendem as coisas de forma errada e desejam ganhar dinheiro com situações como esta”, lamentou o vendedor. “Se eu não encontrar alguém para adotá-las, terei que colocá-las dentro do meu apartamento e isso vai me trazer uma série de problemas, mas não vou abandoná-las jamais”, desabafou. As pessoas interessadas em adotar/abrigar as cadelas podem manter contato pelo telefone (19) 9.9567-6241.

DPBEA

A reportagem conversou também com o chefe da DPBEA (Divisão de Proteção e Bem Estar Animal), Rogério Oliveira, que tomou conhecimento da situação na última semana. Ele ponderou que não é incumbência do órgão abrigar animais, e sim atuar em crimes de maus tratos – o que não é o caso.

Oliveira confirmou, contudo, que o local em que os cães estavam foi alvo de denúncias relativas ao barulho dos latidos. “Os vizinhos fizeram denúncia acusando maus tratos, porém nada neste sentido foi constatado. O fato de os cães latirem não sinaliza nada de irregular, e então os denunciantes foram orientados a buscarem ajuda jurídica com base na lei do silêncio e direito de vizinhança”, explicou.

Oliveira destacou ainda que a DPBEA não deu qualquer prazo para que os cães fossem removidos do local. “É importando deixar isso claro, pois foi dito que teríamos feito isso. Como disse, se não tem maus tratos, não temos motivos para atuar. As organizações (de proteção animal) já começaram a ajudar a divulgar essa situação e nós também vamos colaborar, mas realmente cães adultos são mais difíceis para encontrar um lar”, finalizou.