Briza quer tarifa menor no pedágio (Paulo Bellini/ItapiraNews)

O vereador Carlos Donizete Briza (PP) enviou um ofício à Artesp (Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo), ao Governo do Estado e à concessionária Artes/Intervias solicitando a redução no valor da tarifa cobrada na praça de pedágio no KM 52 da Rodovia SP-147, entre Itapira e Mogi Mirim.

Na opinião do parlamentar, o valor atual de R$ 8,60 é muito alto e representa uma “injustiça” aos moradores de Itapira e de Mogi Mirim que precisam trafegar pelo trecho.

Ele também considera que o retorno em melhorias aos usuários não é compatível com os “lucros extraordinários” das concessionárias.

“Sempre que se pede alguma redução da tarifa ou uma nova melhoria ou sinalização, alega-se que não pode haver o ‘desequilíbrio’ contratual. Ora, o que se percebe é que há, sim, desequilíbrio, mas em prejuízo da população”, defende o vereador.

Praça de pedágio entre Itapira e Mogi Mirim fica no KM 52 da SP-147 (Arquivo/Itapira News)

“Se levarmos em consideração o valor da tarifa cobrada em razão dos quilômetros rodados, a referida praça de pedágio é uma das mais caras da região, se não do Estado. E ser o trajeto mais caro da região inviabiliza alguns investimentos e freia um maior desenvolvimento da nossa região”, completa.

Levando em consideração os 17,2 km de extensão do trecho pelo valor atual de R$ 8,60, a cobrança por quilômetro rodado fica na casa dos R$ 0,50.

Para efeito de comparação, por exemplo, no trecho entre Mogi Mirim e Limeira, de 51,5km, o valor da tarifa é de R$ 9,80, o que dá uma média de R$ 0,19/km.

Já no trecho de 42 km entre Mogi Mirim e Espírito Santo do Pinhal, cujo pedágio custa R$ 10,20, resulta em R$ 0,24/km. De acordo com a assessoria da Câmara, o caso mais ilustrativo é entre Itatiba e Louveira, onde para se percorrer um trecho de 19 km custa R$ 2,10, ou seja, R$ 0,11/km.

“Neste caso (do pedágio Itapira-Mogi), por exemplo, deveria ocorrer o cumprimento da tarifa quilométrica – taxa que fixa o valor por quilômetro rodado. Assim como serviços de água e telefone, o usuário deve pagar – mesmo sendo um serviço público prestado por terceiros – por aquilo que ele consome”, finaliza.

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