Buscas chegaram ao quinto dia, mas ainda sem sucesso (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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O grande volume de informações desencontradas, inconsistentes e até mesmo falsas que estão chegando ao conhecimento da polícia é um dos fatores que dificultam as investigações do caso da bebê Ísis Helena, desaparecida desde segunda-feira (2) em Itapira.

De acordo com o delegado titular Anderson Cassimiro de Lima, o trabalho para filtrar todas essas informações também acaba por atrasar o trabalho dos investigadores e policiais envolvidos no caso.

Ainda que considere que o fenômeno não ocorre por “maldade”, o titular da Delegacia de Polícia de Itapira pede que a população tenha cautela na divulgação de informações.

“As informações estão chegando de todas as formas, por e-mail, por telefone, por mensagens, diretamente. O problema é que são muitas informações sem critérios, a pessoa ouve e repassa. Não é por maldade, mas acaba mais atrapalhando que ajudando”, comentou.

Ao falar com a reportagem do Itapira News nesta sexta-feira (6) – quinto dia de buscas pela bebê – o delegado disse ainda que toda a energia da equipe de investigação e dos delegados está concentrada no caso e qualquer desvio de atenção ou de rotas provocado por informações inconsistentes acaba prejudicando os trabalhos. “Se tivermos que dar atenção para esses tipos de situações, acabamos parando as investigações no caso”, frisou.

  • DEPOIMENTOS

Desde o início da semana, familiares e pessoas próximas estão sendo ouvidos pela Polícia Civil e as investigações são conduzidas pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), sob o comando da delegada Cíntia Palma Rubim.

A DEAS (Delegacia Especializada Antisequestro) de Campinas (SP) e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu também estão auxiliando nas investigações.

O delegado Anderson Lima também fez questão de confirmar que, até o momento, não há nenhuma pessoa apontada formalmente como suspeita de participação no desaparecimento da criança.

De acordo com ele, todas as pessoas que foram ouvidas até agora prestaram depoimento na condição de testemunhas do caso. “A investigação ainda está bem aberta, estamos analisando muitos materiais e informações, há muitas imagens de câmeras de uma teia que foi traçada a partir da casa da bebê, e isso acaba levando um tempo maior”, disse.

Ainda segundo o delegado, por enquanto o caso ainda permanece sendo tratado oficialmente como subtração de incapaz. A menina desapareceu de sua casa na manhã de segunda-feira (2). Segundo a família, ela ficou sozinha com o avô de 90 anos enquanto a mãe levava outro filho na creche. Quando retornou, a bebê não estava mais no local.

Desde então, as buscas movimentam autoridades de diversos órgãos. Bombeiros Voluntários, agentes da Defesa Civil, mergulhadores do Corpo de Bombeiros, policiais militares e guardas civis municipais, além de cães farejadores, se movimentaram durante toda a semana nas buscas. Até agora, no entanto, o caso segue sem respostas e gerando muita angústia e apreensão.

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